Friday
scifi / October 23, 2010

Quando saí da cápsula do Feijoeiro do Quénia, ele ia mesmo atrás de mim. Seguiu-me através da porta que levava à Alfandega, Saúde e Imigração. Quando a porta se contraiu atrás dele, matei-o. Nunca gostei de andar no Feijoeiro. O meu desagrado já atingira o ponto máximo, mesmo antes do desastre com o Anzol Celeste de Quito. Um cabo que sobe em direcção ao céu, sem nada que o segure, cheira a magia. Mas a única forma alternativa de chegar a Ell-Cinco era excessivamente morosa e cara; as minhas encomendas e aquilo de que dispunha para despesas não dava para isso. Por tudo isto já estava com os nervos em franja, mesmo antes de sair do transporte de Ell-Cinco, na Stationary Station, para tomar a cápsula do Feijoeiro… mas, cos diabos, lá por estar com os nervos em franja não queria dizer que fosse matar um homem. A minha intensao era apenas deixá-lo inconsciente durante algumas horas. Assim começa a estória de Friday, uma mulher artificial, criada pela engenharia genética. Este livro de Robert HeinLein, que há alguns anos a Europa América publicou na sua colecção Ficção Cientifica de Livros de Bolso, em três volumos, é a terceira obra de HeinLein que…